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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Entrevista histórica a Adolf Hitler

rarehistoricalphotos.com
O “Eu só vim entregar uma Pizza” conseguiu aquele que é, provavelmente, o furo jornalístico do século. Através dos serviços de uma fonte anónima, mas omnipotente, e numa oportunidade única da história do jornalismo e da análise política, pudemos entrevistar Adolf Hitler, a quem foi dada a oportunidade de voltar à vida, passear incógnito pelo mundo, e inteirar-se da actualidade e do que se passou nos mais de 70 anos após a sua morte. E Hitler parece satisfeito com o que viu pelo mundo.
Na nossa entrevista, a única restrição imposta pelo entrevistado foi que as perguntas só poderiam versar sobre o pós-1945, sem excepção. O que se segue é uma transcrição das perguntas do jornalista (chamemos-lhe R.) e as respostas de Hitler (H.). O itálico é nosso, usado para realçar o que nos parece de maior importância.
R.: Antes de mais, obrigado por ter aceitado o nosso convite.
H.: Quem agradece sou eu, uma vez que aprecio a oportunidade que me foi dada, e tenho todo o gosto em partilhar com os seus leitores a minha visão do mundo, e do que aconteceu tanto tempo depois de eu me ter ausentado.
R.: Sei que não responderá a perguntas relativamente ao que se passou durante o seu período de vida, mas não posso deixar de o questionar acerca do momento da sua morte, e das circunstâncias que o rodearam…
H.: Atire à vontade.
R.: Optou pela fuga do suicídio e não assumiu as consequências das acções do seu regime. Porquê?
H.: O suícido não foi uma fuga. Foi um acto de coragem, e o culminar natural de um percurso de vida que acabou em circunstâncias trágicas. Não conseguiria testemunhar a invasão e destruição da minha pátria pelos bárbaros bolcheviques. Foi extremamente doloroso morrer naquelas circunstâncias, com o Exército Vermelho às portas do Reichtag, e sabendo que a Alemanha seria submetida a mais uma humilhação. Todo o cidadão alemão teve a oportunidade de fazer o mesmo que eu; poucos amaram a pátria como eu.
R.: Em relação à humilhação sofrida, quer dizer então que reconhece que fez mal à sua pátria? A Alemanha sem Hitler estaria melhor?
H.: Eu já o sabia no meu íntimo, mas com base no que sei hoje posso responder-lhe sem qualquer dúvida que a grande Alemanha estaria hoje muito pior se eu não tivesse existido.
R.: O que quer dizer com isso?
H.: É certo que passamos por maus momentos imediatamente após o término da guerra. Mas rapidamente a pátria soube reerguer-se com um novo alento e coragem, que se devem, em não pouca medida, ao fortalecimento da alma do povo, resultante do esforço feito durante o regime do Nacional-Socialismo. Foi uma tristeza profunda saber que a Alemanha foi novamente dividida, incluindo a nossa capital, mas o futuro veio mostrar que somos mesmo mais fortes e que tínhamos razão em tudo o que fizemos.
R.: Mas as suas escolhas levaram à destruição do seu país e à morte e sofrimento do seu próprio povo…
H.: Isso é uma visão mesquinha e redutora da história, da qual só os fracos partilham. Sem destruição, não pode haver a construção de algo novo e grandioso, e sem sofrimento, não há reconhecimento do valor daquilo que se construiu. A Alemanha está novamente reunificada, e a sua área de influência económica é, atrever-me-ia a dizer, maior do que aquela que nós atingimos no nosso período áureo.
R.: Quer dizer que está satisfeito com o que aconteceu após a sua morte?
H.: De uma forma geral, sim. Há alguns contratempos que continuam por resolver, mas regra geral, acredito que os acontecimentos mundiais vieram reivindicar a nossa visão do mundo. A Europa foi unificada sob o poder económico da Alemanha, a podridão do regime bolchevique levou ao seu colapso, os nossos aliados no Extremo-Oriente sofreram às mãos dos americanos, mas mostraram que são fortes e continuam a ser uma potência mundial.
R.: Concorda então com a edificação da U.E.?
H.: Claro! Sou um federalista convicto… O futuro terá de passar por um governo europeu, com uma moeda europeia, mas também com orçamento europeu,e com capital em Berlim, claro. E uma nova expansão a leste, já agora…
R.: E fazer frente a Putin?
H.: Putin quer ressuscitar aquilo que já está morto e enterrado. Mas é preciso controlá-lo e garantir que a Rússia envereda finalmente por um regime democrático.
R.: Descobriu as virtudes da democracia?
H.: Nunca duvidei delas… Esquece-se que fui eleito democraticamente? Claro que, em circunstâncias extraordinárias, são necessárias medidas extraordinárias. Eu disse aos eleitores que se me elegessem eu acabaria com todos os outros partidos políticos. Nunca menti ao eleitorado.
R.: E os E.U.A.?
H.: Se nós tivéssemos subjugado os bolcheviques, o período da Guerra Fria teria sido muito semelhante, excepto que ainda estaríamos cá a fazer frente aos americanos,ou seja, o mundo estaria muito mais seguro connosco! Mas sempre soube que a Alemanha teria de conviver com os americanos… Eles até ficaram com os nossos melhores elementos! O Von Braun é que os levou à Lua, não foi? E o 11 de Setembro tem um cheirinho de incêndio no Reichtag, não lhe parece?... (risos) Mas os E.U.A. estão em declínio, embora não pareça. A sua força depende essencialmente do seu poderio militar, herdado do final da Guerra com o Eixo. Mas o seu sangue está podre, com a infiltração judaica e mistura de raças latina e africana, e a sua economia vai definhar lentamente.
R.: Como vê a ascensão da China?
H.: É mais uma demonstração que o Mundo estaria melhor se tivéssemos ganho a guerra! O Japão teria dominado os chinocas e hoje não teríamos o problema da política expansionista de Pequim, para mais baseada num capitalismo travestido de comunismo… Ou ao contrário, ainda não percebi muito bem o que eles andam a fazer por aquelas bandas.
R.: Referiu alguns contratempos históricos… Um deles será certamente a formação do Estado judaico. Como encara a sobrevivência de Israel e o seu estabelecimento como potência regional?
H.: Com tranquilidade. Nós chegamos a ponderar a hipótese de deportação dos judeus para um novo território, mas na altura não existiam condições políticas para a formação de um estado judaico. Eu queria-os fora da Alemanha; consegui-o. Agora, as suas maquinações continuam diabólicas como sempre. A desestabilização do Médio Oriente e a crescente ameaça do terrorismo islâmico têm a mão dos judeus e do lobby judaico americano...
R.: Considera o terrorismo a maior ameaça ao mundo ocidental?
H.: Sim, mas não aquele que está a pensar… O pior é o terrorismo financeiro! É o que dá os judeus controlarem a banca americana… Um dia alguém terá de os enfrentar. Só espero ter a oportunidade de testemunhar isso!
R.: As regras existem para serem quebradas, por isso pergunto-lhe, por último, se se arrepende de algo na sua vida?
H.: Devia ter apertado com aquele desgraçado do Heisenberg… O traidor do físico andou a fazer de conta que trabalhava durante anos e minou os nossos esforços para desenvolver uma arma que poderia decidir o futuro da guerra. Eu sabia que ele era muito amigo do judeu do Bohr, mas sempre pensei que amasse mais a Alemanha… Se não fosse ele, tínhamos chegado à bomba atómica antes dos americanos! E o futuro teria sido diferente. SIEG HEIL! 
R. entregou uma pizza #àforçasdemoníacas

terça-feira, 2 de agosto de 2016

"The world is coming to an end..."

Mickey: "The world's coming to an end, Mal." 
Mallory: "I see angels, Mickey. They're comin' down for us from heaven. And I see you ridin' a big red horse. You're drivin' the horses, whippin' 'em. And they're spittin' and barfin' all on you now..."

Nos anos 90 Oliver Stone criou uma obra de arte, Assassinos Natos (Natural Born Killers). Vi esta montanha-russa numa das salas dos Cinemas Avenida em Coimbra, onde então estudava. O filme está repleto de momentos e tiradas que se colam a nós como a poeira se cola num dia quente de verão em que a pele se cobre de suor. "The world is coming to an end, Mal". Esta é uma das frases que ficou tatuada na minha mente. "The world is coming to an end".
Mickey e Mallory são os assassinos natos do título do filme e acompanhamos esta versão de Bonnie e Clyde numa furacão de sangue e violência completamente frenético e avassalador. Nenhum ser humano normal conseguiria simpatizar com uns verdadeiros Mickey ou Mallory Knox. Tais violência, loucura e distância da lucidez e realidade só podiam existir em filme e por isso mesmo conseguimos olhar para este Assassinos Natos como uma obra e acompanhar com entusiasmo e envolvência  percurso da dupla.
Parecia-me aceitável que simpatizássemos com o Mickey e a Mall pela irrealidade das personagens. Mas agora começo a achar que afinal há gente bem real impregnada de iguais doses de loucura e maldade. E que aquela frase de Mickey podia perfeitamente ser uma premonição.

Nos últimos tempos esta frase tem ecoado na minha cabeça e até a vou repetindo aqui e além, agora e depois. E quase sempre esse murmúrio acontece quando leio ou vejo ou ouço notícias.
Além da situação na Síria e no Iraque, na Líbia, na Eritreia, no Iémen, no Sudão do Sul e tantos outros sítios distantes que não nos ocupam muito (ou nada) do tempo e da atenção, o que temos?
- Temos os atentados terroristas (não escrevi islamistas... são tantos e de tantas origens e motivações diferentes) que servem de combustível para o medo e para o ódio;
- Temos o a ignorância e o alheamento que o são o comburente;
- Temos gente má e movida pelo poder, pelo lucro, pela ganância eu aproveita o combustível e o comburente para provocar o incêndio perfeito.

Nos E.U.A. é cada vez mais consistente a possibilidade de Donald Trump ser eleito presidente. Na Rússia Vladimir Putin governa com cada vez mais descaramento e prepotência. Um pouco por toda a Europa ganham força as visões xenófobas, enquanto que quem tem poder e responsabilidades parece preocupar-se apenas com economia, finanças, dinheiro, bolsas, etc.. Na Turquia uma tentativa de golpe de estado no mínimo muito conveniente serviu de pretexto para uma purga sem precedentes e com graus de violência impressionantes... À vista de todos. 
O que a mim mais assusta é que todas estas situações que enumerei (e podia referir outras em outras coordenadas desta nossa Terra) são validadas por uma boa parte da população desses países. E isso só pode querer dizer que estão muito alheadas e assustadas ou que concordam! E não sei o que é pior.
Assusta-me também que todas estas variáveis pareçam estar a combinar-se para um cenário tenebroso que espero que seja pouco provável mas que vejo, ainda assim, cada vez mais próximo. Conflitos armados de grande escala (não queria muito falar de uma 3.ª Guerra) parecem-me agora muitos plausíveis quando há meio ano atrás nem sequer me passavam pela cabeça.

Sou da opinião, há já algum tempo, que existe gente a mais neste planeta e que é necessária uma limpeza (a História mostra-nos que isto vai acontecendo ciclicamente). Ironicamente, digo eu, esta gente a mais poderá estar a promover a situação ideal para que as catástrofes tomem lugar e assim aconteça a tal limpeza.

"The world is coming to an end, Mal" dizia o Mickey Knox enquanto se ouvia de fundo a deliciosa versão de Sweet Jane dos Cowboy Junkies.

J. entregou uma pizza #politicamente irrelevante, #à fritei a pipoca, #à forças demoníacas


domingo, 22 de maio de 2016

Vícios privados, públicas virtudes

Costuma-se utilizar a expressão a propósito do carácter ou falta deles de figuras públicas, nomeadamente políticos que enaltecem os seus pontos fortes e fazem por esconder os aspectos mais significativos do seu lado lunar.

Vem isto a propósito de toda esta questão do fim do financiamento a novas turmas das escolas privadas com contrato de associação que se localizem em áreas geográficas em que a exista oferta pública e capacidade instalada para acolher esses novos alunos, de acordo com um despacho recentemente publicado.

Vamos os argumentos: da parte do Governo, o argumento é simples: havendo escolas públicas com capacidade para acolher alunos no próximo ano lectivo, e sendo essas escolas do Estado e portanto, suportadas pelo Orçamento de Estado, não faz sentido estar a financiar essas turmas em escolas privadas com Contrato de Associação, que de acordo com as informações da Secretária da Educação são substancialmente mais caras do que turmas iguais em escolas públicas. Do lado das escolas com Contrato de Associação os argumentos são os de que se põe em causa a liberdade de escolha dos pais na hora de decidir a escola em que querem que os seus filhos estudem; que vai pôr em risco postos de trabalho de professores e funcionários; que é a quebra dos compromissos assumidos com o governo anterior; que impede os pais de escolher o Projeto Educativo que pretendem ver aplicado aos seus filhos.

Há uma série de aspectos que são no mínimo questionáveis nos argumentos apresentados. Senão, vejamos: deve ser incapacidade minha mas, não consigo entender como é que o fim do financiamento público a novas turmas em escolas com contrato de associação é terminar com a liberdade de escolha. Os pais continuam a poder escolher a escola em que querem que os seus filhos estudem. A única diferença é que se pretenderem uma escola privada, provavelmente, terão de pagar. Mas não é assim com tudo? Dar-me-ia muito jeito ter casa própria com três quartos, garagem, jardim e piscina. Como não tenho meios financeiros, nem estabilidade profissional para tal, limito-me a viver num apartamento t2 alugado. Não me passa pela cabeça, alugar a tal casa de sonho e depois ir pedir ao Governo que me pague a renda. Não podem pagar? Existem escolas públicas em que não há mensalidades.

Seguinte: a questão do desemprego é porventura aquela que mais me preocupa, uma vez que põe em causa a estabilidade de famílias e isso é, obviamente, preocupante. Contudo, estou em crer que uma parte significativa dos professores que sejam eventualmente afectados por despedimentos colectivos encontrarão na escola pública lugar para continuarem a trabalhar. Porquê? Porque na escola pública o horário lectivo é de 22 horas enquanto que há escolas com contrato de associação que obrigam os professores a leccionar 30 horas semanais. Conheço vários casos de professores que se encontram actualmente a trabalhar em escolas com contrato de associação que têm um imenso rol de queixas a fazer relativamente às suas escolas/empresas e à forma como estas cumprem (ou não) as suas obrigações com os trabalhadores. Desde atrasos no pagamento, a trabalho extraordinário não pago, horários sobrecarregados, tentativas de condicionamento, abuso de poder, a lista não pára e há vários casos conhecidos e documentados pela comunicação social.

O argumento da quebra dos compromissos assinados com o anterior governo é patético. Tão patético quanto foram os cortes dos subsídios de Natal e de Férias ou os Orçamentos de Estado com pontos inconstitucionais. Os acordos anteriores não foram rasgados. As escolas não foram fechadas. Apenas não terão financiamento público para novas turmas. As já existentes, manter-se-ão até final do respetivo ciclo de ensino. Que sentido faz estar o Estado (e recordo que o Estado somos todos nós!) estar a pagar por algo, que ele próprio tem capacidade de fazer? (Seria muito interessante que este princípio fosse aplicado a outras áreas da sociedade e sectores da função pública portuguesa e negócios do Estado, como as PPP, por exemplo!)

O último argumento apresentado, o do Projecto Educativo é de todos o mais estranho. Não porque os Projectos Educativos sejam pouco importantes mas porque serão muito poucos os pais que escolhem a escola em função do seu Projecto Educativo. Arrisco mesmo dizer que a imensa maioria não sabe sequer o que é o Projecto Educativo, para que serve ou como é construído.
Os pais escolhem a escola dos filhos em função de factores da proximidade de casa ou do seu trabalho, dos horários, das actividades oferecidas, dos transportes escolares que a esmagadora maioria destas escolas oferece.

É que, de repente, quem esteja de fora do mundo da educação pode ser levado a pensar que as escolas com contrato de associação são os pináculos das instituições educativas em Portugal e que as escolas públicas são um antro de perdição, criminalidade e ninho de vícios e maus hábitos.

Não tornem esta questão numa questão de qualidade de ensino, porque não é disso que se trata. Não é uma questão sobre que escolas preparam melhor ou pior. Nem de saber quais têm melhores professores.
Esta é uma questão de gestão racional de recursos financeiros.
Só isso.
E desse ponto de vista, parece-me uma decisão acertada.

E. entregou uma pizza #à 'tou que nem posso; #à forças demoníacas

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Super-CIJI vs Doutor Dormência

Há dias surgiu um novo Super-Herói... O Super-CIJI, também conhecido com Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação. Antes dele outros apareceram. Todos caducos na sua duração tal como, suspeito, o Super-CIJI será. E todos idealistas (assumindo eu que os princípios por trás da sua luta contra o mal são o bem comum e a justiça... e se calhar estou a ser muito inocente). Antes dele o Super-Snowden, a família Leaks (com a dupla Wiki e Lux à cabeça), os Anonymous (que agora fazem parte da AA - Anonymous Anónimos) e outros que tais conseguiram a proeza de nos inspirar e fazer acreditar num mundo melhor e assustaram os Super-Vilões deste mundo. Mas todos sucumbiram ao poder da Kryptonite de que é feito o fato do Doutor Demência, defensor dos sacanas, sem-escrúpulos, fajutos, trapaceiros e malfeitores.

O Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação revelou, na semana passada, os Panama Papers. Super-CIJI conjurou, com os seus incansáveis ajudantes, para derrotar finalmente a corja imunda que se alimenta da sociedade humana! Até consigo ver Super-CIJI a esfregar as mãos de entusiasmo e felicidade enquanto diz aos seus pequenos ajudantes: "Conseguimos rapazes! Conseguimos! Vamos apanhar esses meliantes distraídos e aplicar-lhes um correctivo de que nunca se esquecerão!"
Na minha mente o Super-CIJI é um nerd tipo Clark Kent... e o seu alter-ego e um nerd tipo... Clark Kent! E os seus ajudantes são uma espécies de Mínimos com mangas de alpaca (literalmente) a investigar, vasculhar, escrever, ajustar os óculos no nariz, fungar, continuar a investigar, vasculhar... O Super-CIJI vai passando entre eles dando palmadas de encorajamento nas costas e dizendo palavras de incentivo do género "Mas que belo artigo rapaz!" ou "Não te esqueças que em Portugal existe um acordo ortográfico... e nós não queremos problemas com a lei! Somos cumpridores!" ou ainda "Mal posso esperar para ver o ar de espanto e estupefacção dos trapaceiros!".

Como uma bomba o árduo trabalho dos ajundantes de Super-CIJI explodiu nas sociedades ocidentais! E no espaço de uma semana... caiu no esquecimento!
A esta hora Super-CIJI e os seus companheiros ainda tentam compreender o que aconteceu... Mas que raio! Era de esperar que desta vez fossem bem sucedidos, ao contrário dos seus antecessores, caídos na desgraça do acontecimento... Mas Super-CIJI desvalorizou a némesis dos Justiceiros, dos Benfeitores, dos... "Totós"!... O maléfico Doutor Dormência!

Doutor Dormência é contratado por todos os pulhas, malandros, aldrabões, cafajestes, biltres deste mundo! Quando algum desses conspurcadores da sociedade humana se sente em aperto eis que Doutor Dormência aparece! Doutor Dormência é O vilão entre os Super-Vilões! E as suas estratégias são infalíveis!
Doutor Dormência aconselha os salafrários ao bom e velho estilo Taveira e sugere "pronto... pronto... aguenta, não chora!". Quando os patifes criminosos se sentem ir abaixo e dizem que não aguentam mais Doutor Dormência aplica o antídoto Ulrich e recorda... "Ai aguenta aguenta!" (Aqui entre nós Taveira é um menino ao pé de Ulrich... por uma questão de números).
Enquanto os intrujões aguentam as acusações de que são alvo e a indignação generalizada da sociedade e dos pobres cidadãos honestos e cheios de princípios, Doutor Dormência aplica o golpe fatal, a sua arma secreta, a kryptonite dos iludidos idealistas... a indiferença!
Num golpe de mestre Doutor Dormência puxa dos seus super-poderes e activa o chip que instalou há muito em todos nós o NumbX - factor de entorpecimento! Numa demonstração de genialidade o mau e velhaco Doutor criou um chip que implantou em todos os seres-humanos e que é activado perante a exposição a um jogo de futebol, a uma novela, a um reality-show, a uns sites +18, às ondas dos telemóveis, ao trânsito interminável das grandes cidades...

De cada vez que Doutor Dormência activa o chip este funciona como um choque eléctrico, mais forte a cada utilização, e deixa-nos cada vez mais indiferentes, descrentes e conformados.
Querem um exemplo para além do citado Super-CIJI? Maria Luís! Pois é! Maria Luís meteu o pé na poça... e a malta que ainda consegue indignar-se... indignou-se! Como qualquer pulha, vigarista, trapaceiro, Maria Luís apelou ao Doutor Dormência. Se resultou, perguntam vocês? "Que caso da Maria Luís?" respondo eu!

Sabem que mais? Razão têm o Taveira e o Ulrich!

J. entregou uma pizza #à forças demoníacas

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Zika - !!!!Spoiler alert!!!!

Enquanto a massa da pizza leveda gosto de ir ler uns artigos ao Doutor Google. Com a cautela que acho devida à fundamentação das nossas ideias no site Wikipedia (eu leio as publicações em inglês porque tendo a achar que são exaustivas - ou porque sou um pizzaiolo cagão que se quer armar em poliglota).
Também vou vendo, lendo e ouvindo as notícias que, parece-me, são cada vez mais... A comunicação social começa a despertar para o assunto, ou não fosse este potencial base de pânico.
Não pude deixar de me lembrar de um livro que li há uns tempos atrás, o Inferno, de Dan Brown. Não são para aqui chamados os créditos do senhor enquanto escritor ou investigador da informação que nos dispõe nos seus livros. Não acho que o Dan Brown seja uma Zika da vida que mais parece uma epidemia. Nada disso!
O que me chama a atenção no livro e no vírus Zika, e porque eu sou um pizzaiolo com interesse nas questões demográficas (cagão!!!) é a semelhança existente entre este último e o cerne do enredo de Inferno.
-- SPOILER ALERT -- ALERTA PARA CORTA-PICAS --
No livro de Dan Brown, o herói, Robert Langdon envolve-se numa corrida contra o tempo para evitar a propagação de um vírus que, percebe-se depois, é uma espécie de estratégia anti-concepcional aplicada a uma escala massiva com o objetivo de suster o crescimento demográfico e, até, revertê-lo.
Não há sintomas nem consequências para os infetados para além da incapacidade de se reproduzir e, desta forma, as taxas de natalidade diminuiriam e, consequentemente, também a população.
O vírus Zika, já vimos, tem consequências nefastas para as pobre crianças cujas mães foram infectadas enquanto estavam grávidas. E essa é, obviamente, uma consequência horrível.
Mas outras consequências se notam entretanto: o pânico que parece começar a afetar algumas sociedades leva a que seja desaconselhada a gravidez ou a visita a locais situados nas baixas latitudes.
Terá este vírus impacto no ritmo de crescimento da população mundial? Parece-me que em breve perceberemos.
O que é claro é que o vírus é transmitido pelo aedes aegypti (mosquito da dengue) que por sua vez se dá muito bem nos climas quentes e húmidos que predominam na faixa intertropical do nosso planeta. Esta faixa intertropical é, já agora, aquela que concentra os mais elevados valores de taxa de natalidade do mundo e os níveis de subdesenvolvimento à escala global.
(ver mapa roubado daqui pelo pizzaiolo armado em geógrafo).
Aedes aegypti predicted distribution
Global map of the predicted distribution of Ae. aegypti.
The map depicts the probability of occurrence (from 0 blue to 1 red) at a spatial resolution of 5 km × 5 km.
- See more at: http://elifesciences.org/content/4/e08347#sthash.eaThOedM.dpuf
Global map of the predicted distribution of Ae. aegypti.
The map depicts the probability of occurrence (from 0 blue to 1 red) at a spatial resolution of 5 km × 5 km.
- See more at: http://elifesciences.org/content/4/e08347#sthash.eaThOedM.dpuf
Global map of the predicted distribution of Ae. aegypti.
The map depicts the probability of occurrence (from 0 blue to 1 red) at a spatial resolution of 5 km × 5 km.
- See more at: http://elifesciences.org/content/4/e08347#sthash.eaThOedM.dpuf
 Mapa da distribuição global do Ae. aegypti. - probabilidade de ocorrência (0 azul a 1 vermelho) num espaço de 25 km quadrados.

Mas afinal que raio quer este pizzaiolo armado em anti-natalista e conspiracionista quer dizer? Não quer dizer que o vírus é uma criação humana da responsabilidade de uma qualquer organização radical e poderosa (como no livro Inferno) que quer a todo o custo diminuir a população mundial. Mas acha interessante (no sentido da curiosidade científica) a propagação de tão terrível vírus.

É verdade que o pizzaiolo que vos escreve (por pouco mais tempo porque a massa já levedou) é muito favorável à ideia da diminuição da população do planeta. A diminuição do número de seres humanos no planeta só tem, aos meus olhinhos enfarinhados, consequências positivas:
- menor pressão sobre os recursos;
- melhor qualidade de vida para a população de uma forma geral;
- diminuição dos impactos das actividades humanas no meio natural;
- abrandamento e provável reversão do processo de aquecimento global;
- etc.

Mas não quero com isto dizer que me levanto a bater palmas a quem eventualmente tenha criado este vírus horrível (terá sido Deus?) ou a quem decidisse desatar a matar a torto e a direito em grandes quantidades ainda que não falte quem mereça (diz o pizzaiolo com um olhar assustador enquanto passa a faca num salami...).
O pizzaiolo acha que o modo de vida ocidental (também ele em propagação pelo planeta) tratará, como já vemos nos países desenvolvidos, de diminuir consideravelmente a natalidade e, depois, a população.
Assim não deixa de ser irónico que o modo de vida que mais impacto tem no nosso querido e tão descuidado planeta possa ser, simultaneamente, a sua salvação.

J. entregou uma pizza #à coçador #à forças demoníacas
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